Há uma dor e uma agonia em minha vida
Uma a qual ainda não falei
Mas que ultimamente me corrói por dentro
"Viver em um mundo de traições"
Parece tão normal
E generalizam dizendo que são todos iguais
Não são todos iguais
Me dói saber que rotulam assim
Mas a dor maior é saber que vivo em um mundo de cafajestes
A cumplicidade, a verdade, a fidelidade
Estão mortas.
A capacidade de se manter fiel é tão dispensável assim?
Me orgulha ser o último dos fiéis
Mas ser o último também é ver todos matando seus próprios princípios
Acabar com a própria dignidade
Destruindo-se e destruindo tudo a seu redor
Até os mais próximos
Até quem você nem imagina
Infiéis
Traidores
Cafajestes
Todos eles
Todas elas
Corrijo-me:
Há algumas exceções, claro
Mas raras
Quase nulas
Cada vez mais difícil de achar
Traição, infidelidade
Canalhas
Por todos os lados
Todos os lugares
Me dói saber que é assim
E sei muito bem do que falo, conheço de perto a dor
As vezes até me pergunto se vale a pena seguir fiel
Vale!
Sempre!
Um dos últimos que seguem íntegros
Tentando fazer com que o que resta da decência humana
Cresça e perpetue nas próximas gerações
Já que nesta já estão agonizando
O último dos fiéis
Pedindo para que melhore
Pedindo pra que tudo mude
Pedindo mais amor
Pedindo mais verdade
Pedindo antes que a voz se cale
terça-feira, 28 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
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