terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sábia Loucura

Loucos todos somos um pouco.
Alguns são um pouco mais loucos.
Estes somos poucos.
Poucos sim, mas os melhores

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quem sabe um dia


O amanhecer de um dia que certo seria tedioso
Após uma  noite de decepções
A cara inchada de um sono forçado
A respiração pesada e profunda
Contrastando com a cabeça que olha pra baixo incessantemente
Com olhos que as vezes se fecham para não olhar o que a vida se tornou
Numa tentativa esdrúxula de tentar esquecer o passado e o presente
E com a mente girando em torno a pensamentos dolorosos
E lembranças que corroem
A mão estendida
O abraço de despedida
O sorriso no rosto
Tudo era tão perfeito
Era pra ser tão perfeito
Mas na verdade tudo era uma desculpa para se aproximar mais
Quis me aproximar demais
Mas no fim, não consegui cantar a canção que  havia decorado
Nem entregar as flores colhidas
Um dia marcado pela resposta
Que definitivamente não era a que queria ouvir
E com olhos tristes que agora levemente tentam sorrir
Mas sem êxito
Deparo-me com a alegria do que poderia ter sido, mas que nunca será
E lembro que a vida é uma festa
Que deve ser aproveitada ao máximo antes que chegue a hora de ir para casa
Mundo mundano
Destino cruel
Vida vazia
Vida vadia
Destrói-me aos poucos como uma doença incurável
E os olhos marejados como que fossem chorar a qualquer minuto
Mas nunca choram
E a dor fica reprimida e acumulada no interior desta carapaça
Um exterior de alegrias falsas
A vida segue
Quem sabe um dia

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Adeus Riso

O riso que dou é o poema mais triste que fiz
Pois por dentro choro
Um pranto e uma dor que só eu mesmo conheço
E o riso alto, dentes a mostra
São só a máscara que uso para não mostrar minhas tristezas
Não nego que realmente me divirta
Mas o pouco de risos que há na rua
Somem no calar da noite dentro de meu quarto escuro
O riso que dou é o teatro mais doído que faço
A comédia que faço é drama
 Meu solo firme é lama
Areia-movediça
Que não me sustenta, mas que assim faço parecer
Para te ver sorrir
Para ver todos sorrirem
Já que eu mesmo não consigo mais
Mas ainda há uma chances para risos
E risos verdadeiros
Mas para isso terei que esperar aquela certa pessoa tornar-se presente
E me fazer sorrir
Mas não garanto mais sua presença
E por isso meu sorriso some
Adeus sorriso por enquanto
Por enquanto uso a máscara de meu riso
Que substitui e faz seu papel
Até que eu possa sorrir de novo

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Duvidas que insistem

O que fazer quando o que se quer não se pode ter?
O que fazer quando desejas a companhia de alguém que não deve ficar?
O que fazer quando a solidão é a única a abraçar-lhe?
Simplesmente debruçar-se e esperar não é opção
Mas geralmente é a primeira coisa a ser feita
Não há respostas
E a mente gira em torno a várias perguntas
E todas elas começam com : ''O que fazer?"
Ninguém sabe o que fazer
Nem mesmo os clichês parecem fazer o mínimo sentido
O que fazer quando o sonho é impossível?
E sonhar é a única saída
Já que a realidade é uma dolorida sucessão de fracassos
O que fazer?
Sonhar
Mesmo que doa
E viver
Dar alegrias
Mesmo que não receba toda essa alegria de volta