terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Invisível

Vejo as pessoas, mas elas não me veem.
Sou invisível
Olho cada um nos olhos
Ninguém me olha de volta
Imperceptível
Sou como sombras na noite
Sou o errado e o certo
Sou controvérsias constantes
Mas ninguém percebe
Posso mudar mil vezes de forma
Mas os olhos dos outros estão cegos
Porque não me veem?
Estou aqui
Ninguém me vê?
Os olhos dos outros também não enxergam minhas tristezas
Ninguém me vê
Melhor assim

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sinto


Senti um arrepio
Por um instante senti seu cheiro
Porque a vida prega essas peças comigo?
É difícil, mas tento me concentrar.
Porque ainda sinto seu cheiro?
Doce como sempre
É torturante
Doce tortura que me tira do sério
Ainda sinto seu cheiro
Mesmo não querendo sentir

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Liberdade de expressão? [Que liberdade é essa?]

Assunto morto
Morte de ideologias
Calam-se as vozes
Impedem-nos
Forçam-nos a trancar pontos de vista
Dentro do subconsciente
Já não tá mais aqui quem falou
Morreu o assunto

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A grande cólera


Infames malditos
Não compreendem o verdadeiro mundo
Não compreendem o MEU mundo
Desprezam minhas honras
Exaltam minhas falhas
Infames malditos que usurpam o que é meu
Crápulas insolentes que tiram tudo o que tenho
Sanguessugas, parasitas infernais.
Acham-se donos do mundo
Ditam regras que não sigo
Punem-me severamente por algo que não fiz
Fingem saber de tudo
Mas mal explicam a própria existência
Prefiro ouvir o som do silêncio
Do que tentar dialogar com estes seres mesquinhos
Arrogantes, tão cheios de si.
Seus erros são todos meus
Meus erros são mais ainda
Não lhes desejo nenhum mal
Só peço que compreendam
Mas acho que estou pedindo o impossível.