terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Aquilo que crio
O lado triste
O lado alegre
O lado real
Todos os lados
Frente costas e perfil
De todos os ângulos
Vindas de todas as direções
Cômico ou triste
Furioso ou eufórico
Inconstante
São palavras que escrevo
Assuntos que escrevo
Aquilo que crio
Sem ser apenas um aglomerado de letras
E simples palavras bonitas
Mas há um pedaço da própria alma sendo inserida a cada nova linha
Um sentimento que se tem mesmo nunca tendo o visto realmente
Dificílimo explicar
Idéias que nascem de inspirações vindas de mil lugares diferentes
De sentimentos diferentes
Sentimentos mistos
E uma vontade de fazer isso pra sempre
E a cada dia mais
E pensando bem...
Porque não?
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
O som das coisas
Debruçado sobre a mesa
Com o olhar vago para o alto
Com palavras singelas
Recitando Shakespeare
Encontrava-me ali
Eu e o nada
Uma suave melodia de qualquer musica tocando ao fundo
E entre uma xícara de café e um "ser ou não ser"
Parei um segundo para escutar os ruídos ao meu redor
Um estalo do soalho de madeira
Um chiado da vitrola que tocava o vinil que embalava aquela noite
Uma janela que batia com o vento
Parei então de recitar Shakespeare e concentrei-me somente em ouvir
Ninguem falava comigo
A não ser tudo a meu redor
E percebi que até mesmo o som das coisas tinham um peso e uma emoção
E até uma nostalgia
E que até os sons que, geralmente, passam por nós sem chamar a atenção
Quase imperceptíveis
Também fazem no silêncio poesia
Uma poesia tão boa quanto a de Shakespeare
Tão boa quanto a de renomados
Ou de gênios anônimos
Só as coisas
O simples som das coisas
E que bela poesia
Prac, tec, chiiii
E esse era eu agora
Recitando o doce e belo som das coisas
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