terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Aquilo que crio


O lado triste
O lado alegre
O lado real
Todos os lados
Frente costas e perfil
De todos os ângulos
Vindas de todas as direções
Cômico ou triste
Furioso ou eufórico
Inconstante
São palavras que escrevo
Assuntos que escrevo
Aquilo que crio
Sem ser apenas um aglomerado de letras
E simples palavras bonitas
Mas há um pedaço da própria alma sendo inserida a cada nova linha
Um sentimento que se tem mesmo nunca tendo o visto realmente
Dificílimo explicar
Idéias que nascem de inspirações vindas de mil lugares diferentes
De sentimentos diferentes
Sentimentos mistos
E uma vontade de fazer isso pra sempre
E a cada dia mais
E pensando bem...
Porque não?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012



"Mais vale uma pequena frase escrita com verdade, que um enorme texto escrito sem sentimentos"

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O som das coisas


Debruçado sobre a mesa
Com o olhar vago para o alto
Com palavras singelas
Recitando Shakespeare
Encontrava-me ali
Eu e o nada
Uma suave melodia de qualquer musica tocando ao fundo
E entre uma xícara de café e um "ser ou não ser"
Parei um segundo para escutar os ruídos ao meu redor
Um estalo do soalho de madeira
Um chiado da vitrola que tocava o vinil que embalava aquela noite
Uma janela que batia com o vento
Parei então de recitar Shakespeare e concentrei-me somente em ouvir
Ninguem falava comigo
A não ser tudo a meu redor
E percebi que até mesmo o som das coisas tinham um peso e uma emoção
E até uma nostalgia
E que até os sons que, geralmente, passam por nós sem chamar a atenção
Quase imperceptíveis
Também fazem no silêncio poesia
Uma poesia tão boa quanto a de Shakespeare
Tão boa quanto a de renomados
Ou de gênios anônimos
Só as coisas
O simples som das coisas
E que bela poesia
Prac, tec, chiiii
E esse era eu agora
Recitando o doce e belo som das coisas

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Começo, meio e fim


E mais um ciclo terminou
Do mesmo jeito que começou
Do nada
A espera fria que causava dor e ao mesmo tempo euforia
Já não era mais problema
Tudo agora acabara
E foi melhor do que o planejado
Acabou melhor do que se esperava
Mais um ciclo se faz ausente
E isso é um motivo de comemoração
Embora nem todos olhem o fim como motivo para festejos
Seja a ocasião que for, a situação que for ou com quem for
Mas opiniões adversas são necessárias
A meu ver
Eu, um reles mortal incompreendido
Que fala em segredo, mesmo expondo tudo nas palavras
Pode muito bem admirar um fim de ciclo
E é bom quando as coisas terminam do jeito que esperávamos, ou melhor
Sem marcas
Sem cicatrizes
Sem ressentimentos ou dores
Assim terminou mais uma vez
E agora um novo começo esta prestes a chegar
E enquanto alguns se preocupam demasiadamente em externar prantos quanto a um final
Ou demonstrar extremo nervosísmo quanto a um novo começo
Apenas me divirto e digo
"Que venham"
Final
Começo
Não me incomodo com eles
Me divirto
O que importa é o meio
Os começos e fins apesar de intensos e importantes
São apenas prelúdios para coisas emocionantes que virão no durante
E essas sim são as coisas que devem ser vividas
Aproveitadas
E mais um ciclo terminou
Do mesmo jeito que começou
Do nada
Terminará do nada
Para aprendermos a aproveitar o agora
Agora

Sem mais

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Viva, faça, seja!

Conte uma história
Leia, relembre uma piada, cante, dance
Jogue-se sem receios e sem vergonhas no que você vê como impossível.
No fim das contas verá que isso tudo valeu a pena.
E que diferente de alguns você viveu e não só existiu

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mais uma canção de amor


Ouvindo aquela velha música
Lembrei-me dos tempos de outrora
Dos sentimentos que tinha por ela
Não correspondidos
Das ilusões
Das desilusões
Dos fracassos
Não sabia que lembraria de tudo isso com uma simples música
Mas a vida nos prega peças inexplicáveis
Quando menos esperava a musica tocou e simplesmente as lembranças apareceram
Queria não ter lembrado
Hoje está tudo diferente mas de certa forma nada mudou
Algumas coisas foram aprendidas
Algumas coisas deveriam ter sido...
Ao refrão lembrei-me dos sonhos e desejos
A letra da musica parecia falar comigo
Mas nunca pude falar de amor com voce, do jeito que a musica me sugeria
Quando a música terminou, desliguei o rádio mas as idéias teimavam em ficar grudadas na mente
Acho que voce nunca saiu da minha cabeça
Não definitivamente
Lembrei-me dos abraços que nunca te dei
Das palavras que nunca disse
E das que disse e me arrependo
Ah, essa musica
Não lembrava dela
Nem do que ela trazia consigo
Ou talvez não quisesse lembrar
Mas até que foi bom
E agora me vejo cantarolando uma musica que nem me lembrava
Com um sorriso idiota na cara como se dissesse "foi superado"
Os fracassos de outros tempos
Hoje são motivos de choros e risos
Dessa vez foi riso
Uma lagrima no começo, mas um riso no fim
Tudo deveria ser assim
Acabar com um riso
E uma musica
E cantarolar entre sorrisos o que não mais lhe causa dor

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A indesejada Calmaria


Um dia calmo
Calmo demais
Parecendo que torou-se deserta a cidade inteira
E mesmo sabendo que isto não é verdade a sensação não passa
Apenas alguns pássaros podem ser ouvidos
Nada muito alarmante
A calmaria é pesada
E um tanto quanto desgastante
Capaz de deixar entristecido o mais alegre cômico
Fecho os olhos e me imagino em outro lugar
Um lugar que não poderia estar realmente
Me vejo com outros iguais a mim
Não na aparência, mas nas convicções
Meus amigos
Todos saindo de seus dias monótonos e tristes
E se encontrando neste lugar
Onde todos estavam dispostos a tirar um ao outro da possível depressão
Um lugar onde todos estavam rindo e correndo
Felizes
Mas então abro os olhos
E vejo que nada mudou
O dia ainda é uma calmaria indesejada
E a única voz que ouço ainda é a minha
E somente a minha
Ao olhar pela janela
Vejo pessoas caminhando avoadas
Pessoas estas que são a única prova de que nem tudo está deserto
Elas andam depressa
Não param para olhar em volta
Acho que sei onde eles estão indo
Estão indo para o lugar que vejo quando fecho os olhos
O lugar feliz
E eles vão se curar deste dia arrastado
E perderão suas tristezas
Enquanto eu sigo aqui
Esperando que ao menos o Sol brilhe de novo
E almejando que o próximo dia não seja igual a este

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Uma História


Certa tarde ensolarada, em um banco qualquer
Num tempo longínquo, porém não remoto
Estava sentado com os pensamentos longe
Então surge ela
E a sensação de que vou explodir volta
Tanto tempo sem sentir isso que até tinha me esquecido como era
Minhas pernas tremendo cada vez mais, conforme ela se aproximava
Engoli seco
Respirei fundo
Ela iria puxar assunto
E eu não saberia o que dizer
Nunca sabia
Mas sempre acabava por falar coisas que a fizessem rir
Ah, e como gostava de ve-la sorrir
Mas sempre fiquei sem jeito perante ela
Oi, ela disse
E com um sorriso bobo de felicidade e adrenalina respondi
Oi
Simples assim
Ela sentou-se a minha frente e começou a falar coisas que naquela hora nem me importavam
Contava sobre o livro que lera
Eu ja sabia a história
Mas deixei que ela me contasse só para ouví-la
Nós não costumávamos conversar muito
Não sei se por ela ser distante
Ou por eu ser
E enquanto ela falava
Eu olhava diretamente nos olhos dela
Confesso que não lembro de metade do que ela falou
Mas lembro-me do rosto
Da voz
Da doçura
E até do riso
Isso não há como esquecer
Olhei-a nos olhos como se fosse a ultima vez que estivesse fazendo isso
Olhei-a profundamente
Nessa hora minhas lembranças ficam sem som
Mudas
Não havia nenhum som ali que eu escutasse ou quisesse escutar
E me concentrei na imagem
Imagem esta que trago na memória como uma bagagem inseparável
Fixei-me em seu rosto
Ela nem desconfiava
O dia acabou
Ela guardou suas coisas e se despediu
Me deu um abraço
O único que me deu em toda nossa vida
Eu fiquei vermelho
Encabulado
Senti que devia falar
Mas nunca tive coragem suficiente
Mal sabia eu que aquela tarde seria a ultima em que a veria
Não, não aconteceu o pior
Mas no dia seguinte
Após aquela tarde inesquecível
Ela simplesmente desapareceu
Foi-se embora
E nunca pude dizer o que guardo em mim até hoje
E sem saber de nada, ela foi-se
Em mim só sobrou a lembrança
Das coisas que passamos
E das palavras que queria ter dito e nunca disse
Meu unico arrependimento na vida
Ter terminado assim
Sem ao menos ter tentado
Mas de tudo isso saiu a lição
Que não se deve ter medo de arriscar...
O não poderia ter aparecido
Mas ele não me machucaria tanto
Quanto a dúvida me machuca hoje
A batalha que mais me feriu
Foi a que não lutei
E até hoje ela nem desconfia
Ficou saudades
Só espero que o próximo igual a mim
Não se prive de uma emoção
De um cortejo
De uma troca de palavras simples
Só espero que os próximos iguais a mim
Não se deixem reprimir
Pois a vida é tão bela
Que seria um desperdicio privar-se de viver

terça-feira, 23 de outubro de 2012

As duas faces de mim


Mais um amanhecer em que me encontro com meu alter ego
Frente a frente, as duas faces de  mim
Levantara cedo, tomara café
E encarando a face que também era sua
O alter ego batalhava para assumir o controle
Não o deixava
Aquele lado de mim que prefiro deixar escondido
Assim vai ficar, escondido
Pois pra mim e o mundo é melhor que não o vejam
E o alter ego insiste
Quer sair
Não vou deixar
Nunca deixo
Minha outra face então encara-me uma última vez
Assim como em todos nossos embates, e me diz
Porque você não deixa-me sair?
Vai chegar a hora em que não aguentará mais
E clamará pra que eu apareça e acabe com tudo
E como em todas as manhãs, respondo
Segue calmo em teu interior
Não deixe a raiva tomar posse
Deixe-me no controle
O cérebro tende a vencer a força bruta
E a raiva que tens de nada servirá no mundo em que vivo
E o alter ego compreende
E vai embora
E como em todas as vezes promete voltar
E enquanto o alter ego some
Eu apenas digo
Estarei esperando

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O andarilho


E despontou no horizonte o homem de preto
Caminhando lento
Seu sobretudo balançando-se ao sabor do vento
Com passos compassados como se fosse musica
Um metrônomo em sua mente
Uma musica inexisente
Que atrevia-se a mostrar a cara no compassado pisar do andarilho
Poeira erguendo-se do chão batido
O vento assobiava ao fundo
Fazendo parecer ainda mais aterrorizante a cidade-fantasma em que se encontrava
Seus passos continuavam num rítmo constante
Era só isso e o vento que ali se ouvia
Nada dizia
Não tinha nada a dizer
E nem teria a quem
Apenas seguia em frente
No dia claro daquele imenso e deserto lugar
Seguindo o compasso da musica cantada pelo vento e tocada por suas botas
Andarilho só
Musica triste
E só...
E só...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Explanação sobre a vida


Cansei deste mundo ingrato
De manter-me calado
Hoje resolvi falar
Expus tudo que sentia
Chorei de raiva
Como há tempos não fazia
Descobri-me
E vi que na realidade eu tinha tudo para dar errado
Tinha tudo para ser depressivo,triste
Ou furioso
Revoltado
Tinha tudo para ser uma pessoa ruim
Nem eu mesmo entendi porque não virei o vilão da minha própria história
Mas nunca curvei-me para a maldade
Porém o fato de descobrir-me
Não mudou o fato de que mesmo quando me ergo alguem pisa novamente em meus calos
Abre novamente velhas feridas
Ou causa novas
Estou cheio deste mundo vazio
Onde algumas ignorâncias emergem e destroem felicidades que ja eram peça forte
Onde injustiças tornam-se frequentes e destroçam até o coração mais duro
Talvez seja tudo provação
Talvez seja passageiro
E quem sabe seja apenas para o sorriso do futuro vir com mais sabor
Quem sabe um dia eu ria disto tudo
Espero mesmo que isso aconteça
Pois se não acontecer tudo terá sido em vão
Seguirei tentando
Para tentar transformar a lágrima do presente
Em um sorriso no futuro

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Carta de um Suicida


Adeus
Cansei de ter que ver tudo a meu redor conspirar contra mim
Das pessoas ofendendo-me enquanto achavam que dormia
Das injustiças
Adeus amigos, e adeus a todos que me apoiaram de alguma forma
Aos que falavam de mim, parabéns
Parabéns,vocês venceram
Foram hipócritas o suficiente para acabar com uma vida
Minha vida
Pois na verdade quem acabou comigo foram vocês
Eu só estou pondo um fim no sofrimento
Mas foram vocês que me mataram
Espero não ter sido apenas mais um

Com pezar,
                 
                                                  O suicida

terça-feira, 25 de setembro de 2012


Ao ser questionado por mim mesmo sobre qual era meu estilo de texto, parei e refleti.
E rapidamente a resposta veio:
“Meus textos são verdades que todo mundo sabe, mas que ninguém diz”.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sonhos


Sonhos
Porque temos tantos sonhos?
A vontade de fazer o impossível
A gana de realizar algo grande
De ir para lugares distantes
E visitar o que parece inalcançável
De onde vem essa força que move nossos sonhos?
E porque tornar o impossível em realidade nos traz tanta satisfação?
Talvez por saber que é impossível
E por saber o quanto teve de se batalhar
Porque tenho tantos sonhos?
Tanto o que conquistar
Tão difícil
Mas se acaso conseguisse, não ia ser perfeito?
Agora é correr atrás dos sonhos
Tentar transformá-lo em realidade
Nunca se pode deixar de sonhar
Sabe por que tenho tantos sonhos?
Porque o sonho é o que nos move

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A menina e a mentira


Ouvi dizer sobre amor eterno
Sobre honras mantidas
Sobre um laço que unia
Era mentira
Ouvi falar de um sentimento
De um aperto
Era mentira
Ouvi a voz delicada e doce
Fazendo promessas de alegria eterna
Mentira
A vida ali era inteira uma mentira
Acreditei
E nas reviravoltas que a vida dá, a mentira cessou-se
E revelou-se
Poucos sabem da dor que senti
Mas com o tempo a dor se vai
E a alegria eterna que outrora era falsa
Abre espaço pro que pode ser uma felicidade real
Talvez não eterna
Mas que vale a pena
Mentiras inevitavelmente são vividas
Nem sempre são esquecidas
Mas podem ser superadas
E alguns virão e perguntarão
"Como pode dizer isso com tanta convicção?"
E eu responderei:
Eu sei
Sei por que vivi
Sei por que aprendi
E aprendi com uma menina
Uma menina e sua mentira

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cabaré


E assim ela apareceu
Batendo a porta da casa que não queria estar
A lágrima escorre de um olho
Borrando a maquiagem recém-feita
Dança contida enquanto desce a escada
Chega ao meio do salão e é cortejada por um velho asqueroso
Ela não queria estar ali
Mas foi a única saída
Vira-se e vê suas semelhantes
Engole seco e segue em frente
Ela vira a noite
É seu novo trabalho
Depois de uma noite horrível, finalmente acaba.
Sua manhã é conturbada
Deita-se, na tarde calma, para descansar.
Encosta a cabeça no travesseiro e pede forças para aguentar a nova vida
Pede pra se acostumar
Era isso ou roubar
Mas não quer ser da vilania
Menina pura, menina honesta.
Segue honesta
Mas não mais tão pura

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Questionei-me


Cheguei a duvidar do que sentia
A questionar-me sobre minha realidade
A querer o mundo de antes
Cheguei a questionar minhas decisões
Minhas escolhas
Cheguei a almejar desejos do passado
Pensei até em largar tudo
Jogar tudo pro alto
E viver a vida que nunca tive
Pensei em fazer uma loucura
Mais uma entre tantas
Mas quando encosto a cabeça no travesseiro
E por mais uma vez visito-te em sonho
Minha mente fica limpa
E ao acordar tenho a certeza de que fiz a escolha certa
E toda a perfeição da vida torna-se presente
Não me importa o que já fiz
Só o que farei
E farei com você
Pois na verdade nunca te abandonei
E nunca abandonarei
Cheguei a questionar-me
Mas a resposta veio
E veio rápido
Você
Minha resposta
Eternamente minha

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Espero


Desperte-me da realidade
Salve-me deste turbilhão
Tire-me o sono
Encha-me com tua presença
Complete-me
Apareça de onde quer que esteja
Estarei esperando
Sempre estive
E sempre estarei esperando enquanto houver esperança
Abraça-me forte
Como daquela vez, lembra?
O mundo girava a nosso redor e nós nem nos importávamos
Em minha imaginação deito-me a teu lado
E dou-te novamente este longo e envolvente abraço
Digo boa noite
Amanha irei ver-te novamente
Pois mesmo que não nos encontremos
Tu estarás em minha mente
Que nunca se cansa de te olhar

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Noêmia


A boca, a pele e o rosto de Noêmia
Provocante e inesquecível como sempre foi
Se aproximando com olhar tentador, a passos leves e com pose ao andar.
O toc-toc do salto agulha se aproximando
Morde levemente os lábios enquanto caminha
Sem nunca desviar seu  olhar
Perco-me nos braços de Noêmia
Esqueço-me do mundo quando estou ao seu lado
E quando Noêmia finalmente pára, posso acordar
Você está aí Noêmia?
Foi só um sonho...
Mais uma vez

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Saudade


Teve um tempo em que eu não queria sentir saudades
Achava que doía
Que melhor era evitar
Teve um tempo em que eu não gostava de sentir falta
 Achava que sempre ia preciso segurar uma lágrima
Mas aprendi com o tempo que é bom sentir essa falta
E que as boas lembranças vêm fechar o vazio que sentimos
E que sentir saudades é bom para aumentar o doce gosto de um reencontro
Tornando-o inesquecível
Houve um tempo em que eu não queria sentir saudades
Mas este tempo já passou
Hoje a saudade é pra mim como um amigo dos tempos de colégio
Ah...
E que saudade.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O bom da vida


Amigos, amores, festa, farra, beber um pouco, rir um muito, cuidar-se, cuidar dos outros, um jogo, outro jogo, uma musica, um monte de musicas, cantar errado, rir de si, rir porque é engraçado, rir do que é sem graça, espreguiçar, bocejar, assistir, brincar, beijo, abraço, aperto de mão, sorriso amigo, amigo-irmão, desbravar novos caminhos, sentir-se forte, superar-se, gostar, amar, juntar gente, caminhar bem acompanhado, falar sozinho, escrever, imaginar, transportar-se, sentir, girar, enlouquecer, fantasiar, frasear, frase há, palavras soltas, ideias conjuntas ...
O bom da vida

terça-feira, 24 de julho de 2012

Tarde de sol



Quando a olhei seus olhos estavam fechados
O sinal estava verde, mas não havia carros na rua.
E o seu semblante era triste como se quisesse dizer ao mundo que tudo estava errado
Uma tarde monótona e quente
Nada acontecia
E você só desejava que acontecesse
No fim da tarde quando o sol se deitava
Ficamos na rua só eu e você
Nada acontecia na cidade...
Mas estávamos juntos
E isso foi a melhor coisa que aconteceu

terça-feira, 17 de julho de 2012

Flor da idade


Estou na flor da idade
Flor esta que é um botão eternamente fechado
Uma rosa recolhida em si, lamuriando em dó.
Flor da idade
Embora esta flor seja cheia de espinhos
Uma rosa negra cujas pétalas abraçam seu interior, sua essência
E dorme eternamente bela e solitária
Flor da idade
Mas na eternidade a idade nada vale
Nem a flor
Nem o resto
Afinal de contas, uma flor que nasce e morre esquecida não liga para sua idade.
 Flor da idade?
Que nada...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Musa

Pele branca ressaltando os cabelos cor de fogo
Seus passos são leves como se pisasse na brisa e caminhasse em cima do vento
Seu cheiro permanece no ar, e é por mim apreciado.
Ela não precisa de muito pra ser bela
Simplesmente sua presença já traz uma bela imagem aos olhos do poeta
Simples e branca
Sua delicadeza faz meus olhos brilharem como nunca haviam brilhado por ninguém antes
Caminho lado a lado com a musa de minhas inspirações
Mas não posso segui-la
Ela se vai e deixa no ar somente o desejo de eu querer vê-la de novo
E quando acontecer
Meus passos diminuirão o ritmo e andarei em câmera lenta
Só para poder apreciá-la por mais tempo
Antes que ela passe por mim e se vá
Simples e branca
Do jeito que a imagino
Do jeito que ela é

terça-feira, 3 de julho de 2012

Suicídio Mental

Suicídio mental
Ignorância por escolha
Onde eles estão com a cabeça?
Desistência de si mesmo
Autodestruição desenfreada
Encabeçada por seres sem cabeça
Sem mente, sem alma, sem amor próprio.
Acabam-se os valores e os princípios
Escolhem ser medíocres
E gostam da ideia.
Impossível de se resgatar
Para sair desse mar de tolice deve-se nadar sozinho
Ou afogar-se na própria loucura
Suicídio mental
Uma escolha errada adotada como salvação
Não é salvação
É definitivamente... Suicídio.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Trajetória

Pisei meus passos, mas não sentia o chão.
Abri a porta para lugar nenhum e andei descalço por entre as sombras
Sabia o caminho exato a seguir, mas não sabia para onde estava indo.
Recostei-me
E como os simples dormi em chão puro
Quando acordei as sombras haviam sumido
Eu havia me encontrado
E assim como os simples, não precisei de muito.
Não notei antes, pois estava cego.
Mas hoje vejo o quão tolo eu havia sido
O quão ingênuo eu fui
Hoje já consigo me ver
Não me iludo mais
Pois como os simples eu aprendi a viver

terça-feira, 19 de junho de 2012

Velhos Tempos

Estou com saudades das velhas coisas
Dos velhos tempos
Das coisas boas
Das luzes
Do doce e do riso
Do ontem
Dos dias que foram
Das pessoas
Saudades do tempo onde tudo era fácil
E sempre que me lembro disso tudo me vem um sorriso no rosto
Eu era feliz e sabia
Bons tempos... Bons tempos

terça-feira, 12 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

O amor dos outros

Que lindo é o amor quando é dos outros
Pra mim, no entanto continua sendo uma coisa sem graça e um tanto quanto destrutiva.
Autodestrutiva
Pra mim ainda é a mesma coisa
Ainda é torturante...
Que lindo é o amor quando vejo em outras pessoas
Pois pra mim ainda está na mesma monotonia ingrata de sempre
Que lindo é o amor nas outras pessoas
Queria que pra mim fosse tão bom
Não é...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Quero

Quero que você desmanche-me o cabelo
Abrace-me forte
Beije-me e diga-me que sou seu
Pois se um dia eu tiver de ir embora
Não quero que se arrependa de algo que não fez

terça-feira, 22 de maio de 2012

Personalidade

Os tapas doem, mas mereço cada um deles.
Meus erros têm de ser pagos
Tenho que parar de tentar ser outra pessoa
 Ou minha identidade será perdida
Não tenho nada contra a mudança de formas
Até admiro-a
Mas não se pode perder a essência
Não quero ser quem não sou
Quero ser apenas eu
Na simples e única forma
Com qualidades e defeitos
Mas sem nunca perder a alma
Quero ser o que sou e não o que os outros são ou tentam ser
Quero ser somente eu
Por mais simples que isso seja
Quero ser e serei
Pois tenho alma e não quero perde-la
E mesmo com conflitos internos me sufocando
Separo o eu do resto de mim
O resto que não quer ser o que sou
O resto que copia e clona
O resto de mim que não me significa
Separo isso e liberto-me
Esta é a intenção desde o começo
E se algo ainda não está claro
É porque na verdade a vida não é tão clara a ponto de ser entendida
Se lhe agrado, obrigado.
Se não lhe agrado, paciência...
Estou sendo eu mesmo
E isto me dá muito orgulho.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Algo que repete

Gosto de alguém
Mas este alguém foge de mim
Volta e meia, a esperança volta.
Mas em seguida aquela que gosto vai embora
Novamente
E volta então meu pranto
Minha solidão.
Solidão é uma palavra constante em minha sina
Percebe-se
Não sou uma pessoa triste
Mas há lagrima em cada palavra que escrevo
Não é uma coisa que se planeja
Nunca é
Na verdade todos meus planos foram por agua abaixo
Não sigo mais planos
Nem meus próprios planos
Pois vida não é uma coisa que se planeja
E talvez por isso pareça ser repetitivo
Pareço ser repetitivo...
Gosto de alguém, mas esse alguém foge de mim.
Estou me repetindo
Mas só porque é verdade

terça-feira, 8 de maio de 2012

Esconda-me

Não quero olhar o mundo lá fora
Também não quero que eles me olhem
Não assim
Não desse jeito
Ninguém é acostumado a me ver desse jeito
Fico aqui desenhando círculos pra me distrair enquanto tudo desmorona lá fora
Lá não parece mais tão confortável
Cubro a cabeça pra não ver ninguém
E pra que ninguém me veja.
Escondo-me de minha própria sina e de minha própria dor
Não adianta
Pois sempre que me escondo da dor
Ela acaba me achando

terça-feira, 1 de maio de 2012

Hoje tá ruim

Uma coisa boa em meio a mil coisas ruins
Outra coisa boa em meio a um mar de destruição.
Algo que parece bom, mas que depois vira amargura.
Voltas e voltas que acabam sempre no mesmo maldito lugar.
Hoje tá tudo dando errado
Hoje... Tá ruim

terça-feira, 24 de abril de 2012

"Hoje eu queria uma história engraçada. Mas é difícil escrever humor com o coração partido."

sábado, 21 de abril de 2012

O que é carência?

Carência é achar que tudo está chato
É ficar triste de repente
Carência é não ter ânimo para as musicas agitadas
E não querer ouvir as músicas tristes
 Carência é dormir abraçado ao travesseiro e esperar sonhar com alguém que não existe
É solidão como palavra-chave
É esperança como estado de espirito
Carência é querer ligar-se a tudo
Carência é esperar que alguém chegue.
Mesmo que ninguém tenha prometido vir

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fuga

Todos estão fugindo de mim
Tento fazer o que é certo e minha recompensa é: todos fugindo de mim
Nunca estive tão confuso
Quadro a quadro vejo minha vida passando
Não parece mais o que era antes
Não é mais certeza, é dúvida.
Não é mais sentimento, é tortura.
Nada mais está claro
Todos se distanciando de uma forma ou de outra
E aos poucos sou deixado pra trás por todo mundo
Já me senti sozinho antes
Varias vezes
Mas agora é diferente
Pois antes, se tinha a certeza de algo me esperando.
Mas na verdade quem esperou algo fui eu
E esse algo não veio
E aos poucos tudo que eu acreditava se tornou duvida e dor
Nada de recompensas
Nada de glorias
Apenas o vazio se instalando ao meu redor
Tudo mudando
Menos eu
Não sou tão suscetível
E isso me dói
O problema é que as coisas mudam
E nem sempre isso é bom

terça-feira, 10 de abril de 2012

Silencio

Depois de todas as horas que passamos juntos
Tudo que conversamos
Tudo o que falamos
Ainda acho que os momentos em silencio foram os melhores
E uma boca colada na outra calava qualquer assunto
A respiração quente próximo ao rosto
Assuntos deveras interessantes rendiam-se perante o silencio.
O silencio é mais intenso
Muito mais profundo
Nossos olhos se cruzavam e nos entregava.
Sabíamos exatamente o que aconteceria
Sabíamos exatamente o que fazer
E te admirar era como olhar um rosto para nunca mais tirá-lo da mente
Realmente queria fazer isso
Os momentos em silencio são os melhores
E mesmo sem pronunciar uma só palavra sabíamos exatamente o que queríamos
Como se traçássemos um futuro em nossas mentes enquanto nos olhávamos
E quando o silencio acabava tudo vinha á tona
Dizíamos um para o outro o que os olhos já haviam nos contado
E nossa resposta em uníssono era:
Beija-me logo, vamos fazer mais um pouco de silencio.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Refém de minha mente

A coisa mais confusa do universo é a mente humana
Hora se acha que está entendendo-a, hora se depara com uma confusão maior ainda.
A mente pode pregar-nos peças
A mente humana é completamente errada
E completamente certa
A mente de um artista é composta de inspirações e loucuras
Loucuras sábias, difícil de explicar.
A mente de um filósofo compõem-se de palavras soltas, frases aleatórias.
Pensamentos híbridos, mas tudo se encaixa no final e formam-se ideias que alguns não seriam capazes de transcrever.
E às vezes nem de entender
Muitas vezes tudo fica subentendido
Mas muitas vezes tudo está na sua cara
Tudo depende do ponto de vista
Da sua mente
Essa coisa tão errada e certa.
Que lhe prega peças
Sua mente
Essa coisa tão confusa...
A coisa mais confusa do mundo é a mente humana
Tentei entende-la
Hoje sou refém dela

terça-feira, 27 de março de 2012

Intangível

Sento-me e espero o tempo passar
Fecho os olhos pra tentar te ver
Você está longe demais pra eu tocá-la
Deito-me
A dor corroendo-me enquanto ouço a chuva
Tento abraçar você que não está aqui.
Seguro o vazio
Encontro-te em minha mente, mas faz tempo que não te digo um oi pessoalmente.
Você espera alguma coisa
Não sei o que é
Espera algo acontecer
Isso me faz te esperar também
E só por você me disponho a esperar
Mesmo que demore
Vou estar aqui com meu sorriso bobo que faço ao te encontrar
Espero este dia chegar
E quando chegar sei exatamente o que fazer
Pois refaço essa cena em minha mente todos os dias.

terça-feira, 20 de março de 2012

Sonho

Meu sonho é dar-te um abraço que dure pra sempre
É poder estar diante a ti, enquanto o mundo gira ao nosso redor.
Meu sonho é aconchegar-me em ti e entre carícias dizer que a amo
É fazer-te simplesmente feliz
Recostar-me tranquilo, sabendo que terei sua companhia.
Afagar o macio de seus cabelos
Olhar-te nos olhos...
Saber que é real
Meu sonho é que seja real.
Se segurar minha mão e olhar-me nos olhos verá que estou sendo sincero
Feche os olhos, abrace-me.
Sinta-me
Viva este sonho comigo
Sonhe comigo
Pois eu já sonho com você

terça-feira, 13 de março de 2012

Riso e choro de um palhaço

Um palhaço que ri
Que te faz rir
Que te faz ver o lado cômico da vida só pra não te ver chorar
Esse palhaço
Tão de bem com a vida
Chora
Sem lágrimas, mas chora.
E apesar do palhaço estar sempre alegre com os outros
Na solidão a alma do palhaço chora
Às vezes esta solidão aparece mesmo quando ele não está sozinho
E a alma do palhaço chora sozinha
Chora reprimida
Com motivos ou sem
Aperta o coração
Dor
Dor que se sente não no corpo, mas na alma.
Este palhaço
Tão alegre
Também chora
Este palhaço
Sou eu

terça-feira, 6 de março de 2012

Dúvida cruel

Porque eu só gosto de quem não posso?
Porque só gosto de quem não devo?
Porque o universo conspira contra mim?
Porque parece que vai melhorar e acaba piorando?
Porque me sinto tão mal?
Porque passo noites em claro pensando nela se ela nem se importa comigo?
Porque a amo?
Porque ela não me ama?
Por quê?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Indecisão

O mundo é confuso
Hoje sinceramente não sei o que fazer
Tudo pode mudar de uma hora pra outra
Tudo é uma questão de escolha
Mas que escolha fazer?
Como posso me livrar de um problema que pode mudar de acordo com a circunstância?
Tomara que um dia eu descubra as respostas
Isso tornaria tudo mais fácil
Mas nunca é fácil
Pelo menos, até hoje não foi.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mundo real

Arredores vazios
Centralizado estou em minha própria agonia
Tentando fazer minha vida parecer mais interessante ao me juntar com o resto
O resto, porém, não é real.
Nada é
E bem melhor é esse mundo irreal
Nele encontro a saída
Pois esse mundo real, de solidão junto aos outros não serve pra mim.
Fujo
Fujo deste mundo e transporto-me para um lugar onde tudo pode acontecer
Talvez você possa me visitar um dia
Isso seria finalmente minha felicidade
Eu e você no mundo além de nosso mundo
Mundo real
Real ou não

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Amanhã

Amanhã mudarei o mundo
Amanhã mudarei a mim mesmo
Amanhã viajarei
Mesmo que sem sair do lugar
Amanhã... Só amanhã
Por enquanto vivo o hoje.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Madrugada

O que fazer nessa madrugada insólita?
Quando não há nada mais para pensar
Nada mais para fazer
E nem nada mais a ser dito
Mas mesmo assim você insiste em falar consigo mesmo
Sua consciência fala em silêncio contigo
E você responde com os olhos abertos e boca fechada
Você passa horas acordado
Fechar os olhos não adianta
Não é mais insônia, é outra coisa.
É uma necessidade de falar com alguém
Mas á essa hora ninguém te falará
Nestas horas
Fale com você mesmo
Ele sempre te responderá
Mesmo não sabendo as respostas

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nossa música

Escrevo enquanto ouço nossa musica
Suave...
Como num filme
Final feliz?... Quem sabe?...
Uma sutil melodia
Lembro-me dos abraços
Apertados e apaixonados
E tão sinceros quanto o que sentíamos
Prazer só de lembrar
Minha mente viaja para longe
Isso não é uma carta de despedida
Nem um desabafo
São lembranças
Nossa música terminou
Fecho os olhos
Não te vejo mais
Silêncio
Hoje reencontro minha alma
Estou feliz
Porque não estaria?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Apenas mais um feliz insone

Nem mesmo a chuva acalmou minha mente
A euforia era imensa
Incomensurável
Um mar de possibilidades
Um leque de escolhas
Mais uma madrugada sem sono
Minha melhor noite não dormida
Apreciando o doce sabor da vida
Sorriso largo
Gargalhada contida para não acordar os outros
Os outros dormem enquanto comemoro em silêncio
Algo que ainda nem aconteceu

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Não falo, não ouço, não vejo.

Olhe esta imensa escuridão
Ouça a voz dos calados
Toque todo esse vazio
Sinta todo esse nada
Não falo, não ouço, não vejo.
Mas é tão sublime contemplar o que não existe
E desfrutar de coisas que os outros nem sonham
É viver num mar de fantasias reais
É viver
Simplesmente

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A escrita cega

Escuro... Penso melhor no escuro
E mesmo que escreva fora das linhas
Escrevo de olhos fechados
Enxergo com os olhos da alma
Enxergo sem enxergar
Vejo resultados depois
Vejo no fim
E me surpreendo
Mesmo já sabendo o que escrevi.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Controvérsia: palavra que gosto. De modo algum tente me entender, posso ser um enigma que levará a vida inteira para ser desvendado."