terça-feira, 25 de setembro de 2012


Ao ser questionado por mim mesmo sobre qual era meu estilo de texto, parei e refleti.
E rapidamente a resposta veio:
“Meus textos são verdades que todo mundo sabe, mas que ninguém diz”.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Sonhos


Sonhos
Porque temos tantos sonhos?
A vontade de fazer o impossível
A gana de realizar algo grande
De ir para lugares distantes
E visitar o que parece inalcançável
De onde vem essa força que move nossos sonhos?
E porque tornar o impossível em realidade nos traz tanta satisfação?
Talvez por saber que é impossível
E por saber o quanto teve de se batalhar
Porque tenho tantos sonhos?
Tanto o que conquistar
Tão difícil
Mas se acaso conseguisse, não ia ser perfeito?
Agora é correr atrás dos sonhos
Tentar transformá-lo em realidade
Nunca se pode deixar de sonhar
Sabe por que tenho tantos sonhos?
Porque o sonho é o que nos move

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A menina e a mentira


Ouvi dizer sobre amor eterno
Sobre honras mantidas
Sobre um laço que unia
Era mentira
Ouvi falar de um sentimento
De um aperto
Era mentira
Ouvi a voz delicada e doce
Fazendo promessas de alegria eterna
Mentira
A vida ali era inteira uma mentira
Acreditei
E nas reviravoltas que a vida dá, a mentira cessou-se
E revelou-se
Poucos sabem da dor que senti
Mas com o tempo a dor se vai
E a alegria eterna que outrora era falsa
Abre espaço pro que pode ser uma felicidade real
Talvez não eterna
Mas que vale a pena
Mentiras inevitavelmente são vividas
Nem sempre são esquecidas
Mas podem ser superadas
E alguns virão e perguntarão
"Como pode dizer isso com tanta convicção?"
E eu responderei:
Eu sei
Sei por que vivi
Sei por que aprendi
E aprendi com uma menina
Uma menina e sua mentira

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cabaré


E assim ela apareceu
Batendo a porta da casa que não queria estar
A lágrima escorre de um olho
Borrando a maquiagem recém-feita
Dança contida enquanto desce a escada
Chega ao meio do salão e é cortejada por um velho asqueroso
Ela não queria estar ali
Mas foi a única saída
Vira-se e vê suas semelhantes
Engole seco e segue em frente
Ela vira a noite
É seu novo trabalho
Depois de uma noite horrível, finalmente acaba.
Sua manhã é conturbada
Deita-se, na tarde calma, para descansar.
Encosta a cabeça no travesseiro e pede forças para aguentar a nova vida
Pede pra se acostumar
Era isso ou roubar
Mas não quer ser da vilania
Menina pura, menina honesta.
Segue honesta
Mas não mais tão pura