terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O fardo
Hoje bate-me mais uma vez o pesar do solitário
O pesar de ser solitário
E apesar das lutas que fiz
Dos amigos e amores que encontrei no caminho
Sigo solitário
Não por minha escolha
Mas por que por algum motivo
O destino fez com que assim fosse
O destino não revelou-me o que se seguiria
Tampouco prometera coisas as quais não podia dar
Não disse nada
Fez com que eu caminhasse
E caminho
Sozinho
Até hoje
Com meus passos indo em direção ao nada
Indo a lugar nenhum
E na realidade nem saí do lugar realmente
Mas ao fechar os olhos transporto-me a mil lugares diferentes
E todos ao mesmo tempo
Coisas que só os solitários fazem
Ou conseguem
O pesar de ser solitário
Minha inspiração e minha lamúria
Unidas como sempre estiveram
O fardo e o resquicio de tristeza que me é fundamental
Não gosto deles
Mas eles me movem
Me inspiram
E o fardo de ser solitario fica mais leve
Talvez seja melhor assim
Um dia alguem poderá dizer
E aí então confirmarei se realmente todo o sofrimento valeu a pena
E como lição
Para mim mesmo e para os outros, eis o seguinte:
Não recolha mágoas do passado
Elas caem para deixar seu fardo mais leve
Apenas siga...
Apenas siga
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Medos Secretos
Hoje escuto coisas na minha cabeça
Coisas que me pedem pra dizer
Coisas pedindo que me cale
Se aproximar não parece mais tão fácil
Os momentos são cada vez mais raros
E cada vez mais constrangedores
Eu não demonstro
Acho que nunca consegui demonstrar estas coisas
Defeito? talvez
O medo é de perder a confiança que ja adquirimos
O companheirismo
Perder a amizade
É, esta frase parece tão velha e brega
Mas ela nunca saiu de moda
Pois sempre há um que passa por isto
E geralmente, quando sou eu
Sofro sozinho
Ninguém nem imagina
Mas e se desse certo?
Mas e se não der?
Porque parece que estou gostando de alguém que não devia gostar?
De novo
Falar que tentar é uma opção óbvia é fácil
Eu mesmo já disse
Mas é complicado de fazê-lo
O medo de errar
De estragar tudo
Depois de tanto o que rimos juntos
Depois de tanto tempo que passamos juntos
Trocar tudo isso por um olhar e um sorriso amarelo não é nada bom
Não quero me arrepender mais uma vez do que não fiz
Mas que coisa
Isso me parece tão comum
Ela
Que apareceu por acaso na minha vida
E ficou
Será que me arrisco?
E o que diria pra ela?
Uma amizade pode evoluir tanto?
E se der errado, a amizade continuaria a mesma?
Não continuaria a mesma
Mas eu olho-me e tento impor-me coragem
Mas é tão cedo pra falar
Ou será que é melhor falar o quanto cedo?
Eu não sei
Nunca soube lidar com coisas como essas
Não tenho respostas pra minhas próprias perguntas
E tenho medo até de perguntar
Acho que na verdade tenho medo das respostas
Medo delas não serem as que eu quero ouvir
Novamente digo
Não quero me arrepender de novo por algo que não fiz
Quem sabe eu tente dessa vez
Só pra variar
Mas meu medo é a dor
Mas arriscar, com o perdão do pleonasmo, pode ser arriscado
Tentar pode ser desastroso
Mas vou tentar
Alguma hora
Não garantindo horários ou lugares
E infelizmente também não garantindo sucesso
Mas quem sabe?
Uma hora
E seja o que Deus quiser
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