terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cabaré


E assim ela apareceu
Batendo a porta da casa que não queria estar
A lágrima escorre de um olho
Borrando a maquiagem recém-feita
Dança contida enquanto desce a escada
Chega ao meio do salão e é cortejada por um velho asqueroso
Ela não queria estar ali
Mas foi a única saída
Vira-se e vê suas semelhantes
Engole seco e segue em frente
Ela vira a noite
É seu novo trabalho
Depois de uma noite horrível, finalmente acaba.
Sua manhã é conturbada
Deita-se, na tarde calma, para descansar.
Encosta a cabeça no travesseiro e pede forças para aguentar a nova vida
Pede pra se acostumar
Era isso ou roubar
Mas não quer ser da vilania
Menina pura, menina honesta.
Segue honesta
Mas não mais tão pura

Nenhum comentário:

Postar um comentário