terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Medos Secretos


Hoje escuto coisas na minha cabeça
Coisas que me pedem pra dizer
Coisas pedindo que me cale
Se aproximar não parece mais tão fácil
Os momentos são cada vez mais raros
E cada vez mais constrangedores
Eu não demonstro
Acho que nunca consegui demonstrar estas coisas
Defeito? talvez
O medo é de perder a confiança que ja adquirimos
O companheirismo
Perder a amizade
É, esta frase parece tão velha e brega
Mas ela nunca saiu de moda
Pois sempre há um que passa por isto
E geralmente, quando sou eu
Sofro sozinho
Ninguém nem imagina
Mas e se desse certo?
Mas e se não der?
Porque parece que estou gostando de alguém que não devia gostar?
De novo
Falar que tentar é uma opção óbvia é fácil
Eu mesmo já disse
Mas é complicado de fazê-lo
O medo de errar
De estragar tudo
Depois de tanto o que rimos juntos
Depois de tanto tempo que passamos juntos
Trocar tudo isso por um olhar e um sorriso amarelo não é nada bom
Não quero me arrepender mais uma vez do que não fiz
Mas que coisa
Isso me parece tão comum
Ela
Que apareceu por acaso na minha vida
E ficou
Será que me arrisco?
E o que diria pra ela?
Uma amizade pode evoluir tanto?
E se der errado, a amizade continuaria a mesma?
Não continuaria a mesma
Mas eu olho-me e tento impor-me coragem
Mas é tão cedo pra falar
Ou será que é melhor falar o quanto cedo?
Eu não sei
Nunca soube lidar com coisas como essas
Não tenho respostas pra minhas próprias perguntas
E tenho medo até de perguntar
Acho que na verdade tenho medo das respostas
Medo delas não serem as que eu quero ouvir
Novamente digo
Não quero me arrepender de novo por algo que não fiz
Quem sabe eu tente dessa vez
Só pra variar
Mas meu medo é a dor
Mas arriscar, com o perdão do pleonasmo, pode ser arriscado
Tentar pode ser desastroso
Mas vou tentar
Alguma hora
Não garantindo horários ou lugares
E infelizmente também não garantindo sucesso
Mas quem sabe?
Uma hora
E seja o que Deus quiser

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