Mais um amanhecer em que me encontro com meu alter ego
Frente a frente, as duas faces de mim
Levantara cedo, tomara café
E encarando a face que também era sua
O alter ego batalhava para assumir o controle
Não o deixava
Aquele lado de mim que prefiro deixar escondido
Assim vai ficar, escondido
Pois pra mim e o mundo é melhor que não o vejam
E o alter ego insiste
Quer sair
Não vou deixar
Nunca deixo
Minha outra face então encara-me uma última vez
Assim como em todos nossos embates, e me diz
Porque você não deixa-me sair?
Vai chegar a hora em que não aguentará mais
E clamará pra que eu apareça e acabe com tudo
E como em todas as manhãs, respondo
Segue calmo em teu interior
Não deixe a raiva tomar posse
Deixe-me no controle
O cérebro tende a vencer a força bruta
E a raiva que tens de nada servirá no mundo em que vivo
E o alter ego compreende
E vai embora
E como em todas as vezes promete voltar
E enquanto o alter ego some
Eu apenas digo
Estarei esperando
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