terça-feira, 16 de outubro de 2012
O andarilho
E despontou no horizonte o homem de preto
Caminhando lento
Seu sobretudo balançando-se ao sabor do vento
Com passos compassados como se fosse musica
Um metrônomo em sua mente
Uma musica inexisente
Que atrevia-se a mostrar a cara no compassado pisar do andarilho
Poeira erguendo-se do chão batido
O vento assobiava ao fundo
Fazendo parecer ainda mais aterrorizante a cidade-fantasma em que se encontrava
Seus passos continuavam num rítmo constante
Era só isso e o vento que ali se ouvia
Nada dizia
Não tinha nada a dizer
E nem teria a quem
Apenas seguia em frente
No dia claro daquele imenso e deserto lugar
Seguindo o compasso da musica cantada pelo vento e tocada por suas botas
Andarilho só
Musica triste
E só...
E só...
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