O riso que dou é o poema mais triste que fiz
Pois por dentro choro
Um pranto e uma dor que só eu mesmo conheço
E o riso alto, dentes a mostra
São só a máscara que uso para não mostrar minhas tristezas
Não nego que realmente me divirta
Mas o pouco de risos que há na rua
Somem no calar da noite dentro de meu quarto escuro
O riso que dou é o teatro mais doído que faço
A comédia que faço é drama
Meu solo firme é lama
Areia-movediça
Que não me sustenta, mas que assim faço parecer
Para te ver sorrir
Para ver todos sorrirem
Já que eu mesmo não consigo mais
Mas ainda há uma chances para risos
E risos verdadeiros
Mas para isso terei que esperar aquela certa pessoa tornar-se presente
E me fazer sorrir
Mas não garanto mais sua presença
E por isso meu sorriso some
Adeus sorriso por enquanto
Por enquanto uso a máscara de meu riso
Que substitui e faz seu papel
Até que eu possa sorrir de novo
Nenhum comentário:
Postar um comentário